Mamada conforto

Postado por: Denise Gurgel

Até quando podemos "usar" o peito como solução para tudo?



Dar o peito é a chave do sucesso nos primeiros meses de vida do bebê! Solução para tudo. E é para ser assim mesmo. A livre demanda é a garantia e certeza de que seu filho vai ver o mundo de uma forma amigável, acolhedora. Esse é o papel de toda figura materna, aconchegar e suprir a criança de um sentimento de segurança.

Mas de repente, você se da conta de que algo mudou. O bebê já tem por volta de cinco meses ( daqui a pouco já vai começar a comer ) e ao contrário de passar a fazer intervalos maiores noturnos, dorme cada vez menos; depende cada vez mais do peito para dormir; acorda de meia em meia hora durante a madrugada e só volta a dormir se der uma chupadinha rápida no seio materno… E você vai ficando exaurida. Aquilo que era a solução, colocar ele no peito por todo e qualquer motivo, vai virando uma armadilha. Quanto mais você recorre ao peito mais o bebê depende dele e você não tem mais nenhuma ingerência sobre qualquer tipo de situação que surja.

mamada conforto é o nome que se deu ao hábito que desenvolvemos no bebê de só se sentir acolhido no peito, nada mais serve, nem a mãe ( ela própria ) da conta de acalentar seu filho se não colocá-lo no seio.
Gradativamente o “conforto” que essa mamada oferece é permeado por muitos desconfortos, tanto para a mãe quanto para o bebê, que não amadurece ao ponto de suportar pequenas frustrações, tão importantes e necessárias para o seu desenvolvimento.

A Chris Nicklas, conversou longamente sobre este tema comigo, Denise Gurgel e a Maiana, minha sócia, para tentar entender onde é que “erramos”, pois eu mesma, quando meus filhos eram bebezinhos, me estrepei totalmente e vivi um verdadeiro inferno. Nossas noites foram ficando cada vez piores conforme as crianças cresciam e eu não tinha a menor ideia de onde estava o equívoco.


Por isso trago aqui para vocês essas reflexões que acredito podem servir para algumas famílias que sofrem com noites extremamente mal dormidas. Texto: Chris Nicklas