Fefê no seu momento...

Postado por: Denise Gurgel

Falamos tanto sobre vínculo na relação do bebê e criança com os pais e pouco sobre a relação de vínculo consigo mesmo, com o seu próprio corpo. 

No domingo a Juliana (fez o curso comigo quando a Fefê tinha 45 dias) me marcou no instagram num flagra tirado em casa, a Fefê massageando o pezinho. Além de ser uma lindeza isso demonstra todo o prazer dela em receber massagem, carinho. E por ser tão prazeroso porque não se auto massagear?!



Sim, é isso mesmo! A Fefê está criando um vínculo com o próprio corpo. Esse corpo que a sustentará por toda a sua vida.

Logo lembrei dessa frase: 
Há sempre sensações contínuas que levam o indivíduo a se tocar ou a fazer as pessoas a sua volta tocarem sua pele. Estes toques enriquecem a imagem corporal, que só se desenvolve sob as diversas experiências consigo e com o mundo (Montagu, 1988).

Quando a tocamos e agora com a Fefê se massageando ela vai aprendendo mais sobre o que chamamos de imagem corporal. Quando a pele recebe o estímulo sensorial do carinho ela aprender que tem aquele partezinha do corpo que pertence a ela. É como se ela demarcasse o corpo quanto o toca. E isso não é besteira não! Ela precisa se conhecer para se desenvolver melhor motoramente e assim aprenderá com mais naturalidade cada desafio corporal. 

Sentindo o seu pezinho ela amplia a percepção dele quando toca no chão para dar os seus passinhos. Ou melhor, corrida porque nessa fase os pequenos querem ganhar o mundo...rs

Sentindo o seu pezinho ela aprender a
cuidar do próprio corpo. Sente o que é tensão e o que é relaxamento e fica mais atenta para optar voluntariamente.

O vínculo com o próprio corpo é construído e estruturado num contato contínuo com o mundo e com nós mesmos. A Juliana e o papai Diosny deram o pontapé inicial e a Fefê continuou nesse caminho do bem consigo mesma. 



"O corpo diz para o seu eu: sinta dor aqui!
Então, o eu sofre e pensa em como parar de sofrer. E é isso que faz pensar.
O corpo diz para o seu eu: sinta prazer aqui!
Então, o eu sente prazer e pensa no que fazer
Para ter de novo o prazer. E é isso que o faz pensar. "

(Nietszche) 





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